Estudantes e professores realizam protesto em defesa da educação em Salvador

Estudantes, professores e representantes de movimentos sociais se reúnem em frente a Reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba) na manhã desta terça-feira, 13, para o ‘3º Ato em Defesa da Educação’, também intitulado como ‘Tsunami da Educação’. A proposta do protesto é de defender a autonomia universitária e discordar do projeto ‘Future-se’, do Ministério da Educação (MEC), que visa terceirizar o financiamento da educação pública.

O protesto iniciou por volta das 10h. Agentes da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) fez bloqueios na via em torno do Largo do Campo Grande e os manifestantes, orientados por líderes dos grupos estudantes, estão ocupando toda a via. O trânsito encontra-se lento.

Até o momento não houve registro de ocorrência por parte da Polícia Militar. O ato permanece pacífico.

Para Carolina Nunes, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes na Bahia e do Diretório Central dos Estudantes da Ufba, os cortes afetam estudantes que já estão no ensino superior na rede pública e os que desejam ingressas futuramente. “Essa união dos estudantes é de extrema importância neste momento, principalmente a inserção dos estudantes que entraram através de programas. E tem afetado em diversos pontos, por exemplo, o curso de gêneros está sofrendo diversos ataques. Esse governo [de Bolsonaro] valoriza mais os cursos que vão te ingressar no mercado de trabalho como uma máquina, do que os que valorizam o estudo crítico”, aponta.

O professor de Educação Física, Uendel Raposo, analisa que a atual gestão federal não tem se dedicado à educação. “Por ser professor e trabalhar na área de educação eu acredito que nesse governo de políticas de Jair Bolsonaro, a educação não tem sido tratada como prioridade. Isso fica claro através dos cortes, que chamam de contingenciamento. Mas são fortes diretos que acredito ser uma forma de retaliação”, aponta.

Estudante do curso de Arquitetura da Ufba, Helena Barbosa, 30 anos, a redução no investimento implica além da educação. “O corte afeta onde estudo na falta de segurança, o racionamento de luz, ar condicionado. Tem salas onde tinha iluminação e hoje não tem. Sou aluna do noturno e fica muito difícil para a gente sair à noite. Hoje estamos aqui como resistência e pretendemos lutar muito pela educação e pela independência da Ufba”.

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