Réus da explosão da Farmácia Pague Menos serão ouvidos em fórum de Camaçari

Os oito réus do processo criminal que apura a explosão de uma loja da rede das Farmácias Pague Menos, em Camaçari, serão ouvidos na última audiência do caso na manhã desta terça-feira (10), no Fórum Criminal da cidade, na Região Metropolitana de Salvador. O acidente aconteceu no dia 23 de novembro de 2016, no Centro da cidade, e deixou 10 mortos e 9 feridos.

Nesta terça, os réus serão interrogados pelo juiz Waldir Viana Ribeiro Júnior na Sala de Audiências da Vara do Júri do Fórum de Camaçari. Dos oito réus, três, que estão em Brasília e Fortaleza, seriam interrogados por cartas precatórias. No entanto, abriram mão do direito de serem ouvidos em seus domicílios e serão interrogados pelo juiz Waldir Júnior.

A gerente da farmácia e três funcionários que trabalhavam na reforma da loja foram responsabilizados. Eles sofreram ferimentos no dia do incêndio. O diretor e o gerente regional da Pague Menos e os donos das empresas de manutenção Chianca, que fazia reforma no telhado, e AR Empreendimentos, que fazia reparos no sistema de ar-condicionado, também foram indiciados. A polícia concluiu que eles desrespeitaram regras indispensáveis para a segurança dos clientes e funcionários.

No dia da explosão, funcionários da Chianca faziam reformas no telhado da farmácia e outros, da AR Empreendimentos, trabalhavam na manutenção do sistema de gás e ar-condicionado do estabelecimento. Os peritos concluíram que, primeiro, houve uma explosão provocada por um vazamento de gás, seguida de um incêndio e, depois, do desabamento do telhado.

Os indiciados são: Josué Ubiranilson Alves, diretor da empresa Pague Menos; Augusto Alves Pereira, gerente regional da Pague Menos; Maria Rita Santos Sampaio, gerente da farmácia incendiada; Erick Bezerra Chianca, sócio da empresa de manutenção Chianca; Rafael Fabrício Nascimento de Almeida, sócio da empresa de manutenção AR Empreendimentos; e Luciano Santos Silva, técnico em refrigeração pela AR Empreendimentos.

Esses seis respondem por homicídio por dolo eventual e tentativas, ou seja, não tinham a intenção de matar, mas assumiram os riscos. Dois funcionários da Chianca – Fernando Vieira de Farias e Edilson Soares de Souza – foram indiciados por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). A polícia acusou os dois de terem sido negligentes durante o serviço. A pena por cada homicídio doloso varia de 6 e 12 anos de prisão. Foram dez vítimas.

Fonte: Correio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *