SMS redistribui estoque de vacina em 17 unidades

Conforme o Ministério de Saúde, a falta de fornecimento da vacina pentavalente é nacional e será resolvida em novembro. Para garantir a oferta, a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador (SMS) redistribuiu as cerca de 500 doses do estoque para 17 unidades de saúde no município. Das 139 salas de imunização da capital, 122 unidades não receberam o imunobiológico.

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reprovar no teste de qualidade um lote de 3,570 milhões de doses da vacina, o abastecimento está parcialmente interrompido desde julho deste ano em postos de saúde. O país demanda 800 mil doses mensais da vacina.

De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), a dificuldade é que a Pentavalente é uma vacina celular, sem produção nacional e com poucos produtores internacionais. Com isso, a Bahia recebeu o último lote no dia 12 de julho, com 29 mil doses, que já foram distribuídas.

De janeiro a julho deste ano, o MS enviou 260 mil doses. Além disso, a Bahia utiliza aproximadamente 60 mil doses da pentavalente por mês. “Vamos imunizar as crianças até zerar o estoque e, a partir daí, aguardaremos o repasse do insumo por parte do governo federal para normalizarmos a oferta nas 139 salas de vacina”, disse a subcoordenadora de doenças imunopreveníveis, Doiane Lemos.

A vacina protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e hemófilo B. As crianças devem tomar três doses da vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade. “Meu bebê de dois meses tomou a vacina hoje [ontem]. Vim antes que acabasse”, disse a auxiliar administrativa Carla Firmino, 29 anos.

Com a reprovação, o MS informou que as compras com o antigo fornecedor, a indiana Biologicals E. Limited, foram suspensas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que pré-qualifica os laboratórios. Com isso, o órgão solicitou o ressarcimento do fornecimento à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Porém, não há disponibilidade imediata da vacina.

Em nota, o MS aponta que “não há dados que ensejem emergência epidemiológica das doenças cobertas pela vacina. Neste momento, os estoques são suficientes para os bloqueios vacinais, caso surtos inesperados apareçam”.

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