Carnaval: Neto afirma que faltou debate sobre proibição de arrastão na Quarta de Cinzas

O prefeito ACM Neto voltou a comentar, nesta sexta-feira (13), o projeto de Lei nº 45/2016 que proíbe “eventos profanos” com trios na Quarta-feira de Cinzas, como o tradicional “arrastão” que acontece há 24 anos no circuito Dodô (Barra/Ondina). A matéria é de autoria do vereador Henrique Carballal (PV) e foi aprovada na última quarta-feira (11) na Câmara Municipal de Salvador.

“Em meio a tantos comentários, e devido à grande repercussão, acho que o projeto que proíbe o arrastão na Quarta-feira de Cinzas deveria ser debatido com a Prefeitura, sociedade e Conselho do Carnaval. Infelizmente, não foi. Vou examinar com critério, observando os aspectos jurídicos e objetivos do projeto, para só então tomar a melhor decisão para a cidade. Desde já, afirmo, como católico, que não vejo conflito entre a manifestação popular e o respeito ao início da Quaresma. Salvador é a cidade do Brasil onde o ‘sagrado’ e o ‘profano’ convivem sem conflitos ou preconceitos”, pontuou Neto em sua conta oficial no Twitter.

Em sua justificativa, Carballal atribuiu a proposta a questões religiosas, em respeito à Igreja Católica Apostólica Romana e à Quaresma. Segundo o parlamentar, apesar do Estado ser laico, o Brasil “reconhece a religião da maioria, que é a cristã católica”. Vários artistas já se manifestaram contra o projeto, como os cantores Daniela Mercury e Márcio Victor – tradicionais puxadores dos arrastões que foi criado, em 1995, pelo cantor Carlinhos Brown. O prefeito democrata terá 15 dias para sancionar ou vetar o polêmico projeto que pode mudar o Carnaval de Salvador.

 

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