Miliciano suspeito de assassinar Marielle Franco estava escondido em sítio de vereador do PSL

Dono do sítio nega conhecer Adriano de Nóbrega

O miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar e suspeito de comandar diversos homicídios, inclusive o de Marielle Franco, foi morto em confronto com policiais militares da Bahia nesse domingo (9). No mesmo dia, policiais descobriram que Adriano estava escondido no sítio do vereador do PSL Gilson Batista Lima Neto, conhecido como Gilsinho da Dedé. O esconderijo está localizado na zona rural de Esplanada (BA).

Em entrevista ao G1, o dono do sítio negou ter qualquer conhecimento sobre o caso e afirmou que não conhecia Adriano. Segundo ele, só soube que seu sítio estava servindo de esconderijo após ter entrado em contato com um delegado da região. Sem informações sobre o acontecido, Gilsinho aguarda uma declaração da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

“Na realidade fui informado por um vizinho, me informando que estava tendo uma operação e perguntando se estava sabendo de alguma coisa, achando que era até assalto. Estou viajando e não tinha informação nenhuma, recebi apenas isso [inicialmente]”, disse o vereador.

“Nunca [conheci] na minha vida. Nunca falei, além das fotos que sairam na mídia nunca nem vi, nem falei, nunca tive nenhum contato, nem fui apresentado”, completou.

Gilsinho é filiado ao PSL desde 2016, quando o presidente Jair Bolsonaro ainda não tinha ligação com o partido. Segundo o vereador, foi Fernando Haddad que teve o seu apoio na campanha presidencial de 2018. Ele também pretende trocar o PSL pelo PSB.

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