Lucas Ribeiro se diz feliz no Hoffenheim-ALE e relembra infância: “Dei muito trabalho”

Lucas Ribeiro teve uma a ascensão meteórica no Vitória. De desconhecido de parte da torcida, mas destaque do time Sub-23, o zagueiro, à época com 20 anos, virou titular do profissional em poucos meses, em 2018.

A oportunidade, dada pelo então técnico Paulo César Carpegiani, foi bem aproveitada pelo garoto do Candeal, em Salvador. O defensor se tornou titular absoluto, chegou à Seleção Brasileira Sub-20 e foi vendido, no início de 2019, ao Hoffenheim, da Alemanha.

Nesta quarta-feira (8), o jogador concedeu entrevista ao repórter Anderson Matos e comentou o início no futebol. “No começo eu treinava no Candeal, onde moro, e no Cefab, na escolinha do professor Paulinho. Era difícil, pois eu era pequeno, meu pai não tinha confiança de me deixar sair só, pegar ônibus só. Professor Paulinho ligava para ele e pedia que deixasse eu ir. Teve um dia que teve um amistoso contra o Vitória. O pessoal do Vitória gostou de mim e mandou me apresentar segunda-feira. Fiquei um tempo em observação na base e fui aprovado. Com 16 ou 17 anos eu assinei meu primeiro contrato profissional”.

O atleta também relembrou a infância no bairro onde nasceu e cresceu. “Meu tempo de criança era muita queixa, dei trabalho ao meu pai. Não entrava muito na sala, sempre estava na s ala batendo baba. A diretora sempre mandava minha mãe comparecer na escola. Eu pulava quintal na rua, arrancava manga. Bagunçava demais. Quando lembro do Candeal dá aquela saudade, das resenhas com os amigos, me divertir. Mas, sempre que dá eu estou lá batendo a resenha de novo”.

Já sobre os primeiros passos no time profissional do Rubro-Negro, Lucas contou com detalhes. “Eu estava no Sub-23, jogando o Campeonato de aspirantes. Teve um jogo do profissional, contra o Grêmio, e o professor João Burse estava no comando do profissional. Ele me levou para o banco, mas não entrei. Umas duas semanas depois, professor Carpegiani chegou no Vitória e eu tinha voltado para o Sub-23. Num jogo contra o Inter, no Barradão, o professor Carpegiani assistiu. Dois dias depois, em um coletivo do profissional, ele me chamou e chamou o Léo (Gomes). Nos colocou para jogar de titulares. Conversou com a gente, nos passou confiança e nos levou para o jogo”.

O zagueiro destacou a emoção de atuar pela primeira vez como atleta profissional, no duelo com o Flamengo, na Série A de 2018. “No hotel eu já estava ansioso para o primeiro jogo como profissional começar logo. Nós fomos para o Maracanã, aquecemos, a torcida ainda chegando. Voltamos para o vestiário, fizemos oração e, quando voltamos para o campo, já tinha 52 mil pessoas no estádio. Eu imaginei: que coisa a  mais linda. Quando a bola rolou, eu corria e me arrepiava todo. Uma sensação inexplicável”.

Já sobre o acerto com o Hoffenheim-ALE e o início na Alemanha, o defensor admitiu surpresa e dificuldades na adaptação, mas se disse feliz e otimista. “Quando fiquei sabendo que ia para o Hoffenheim, eu estava na Seleção, no Chile, no Sul-Americano. Meus empresários já estavam conversando com o pessoal da Alemanha. Chegando da Seleção, passei três dias em casa e já tive que ir para a Alemanha. Quando cheguei foi muito difícil. Não sabia falar a língua, clima muito frio, alimentação diferente, fuso horário, futebol mais dinâmico. Mas, graças a Deus estou me adaptando bem e as coisas estão dando certo. Estou muito feliz, vivendo outra cultura. Muito feliz por essa oportunidade em minha vida”.

Por fim, Lucas Ribeiro não esqueceu de mandar abraço ao amigos de Candeal. “Um abraço ao meu povo baiano, à galera do Candeal, o bairro onde cresci e represento. Aqui na Alemanha não é diferente. Estou lutando para ser titular e representar meu povo”.

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